quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Caminhar faz bem para a pressão

Recentemente, uma crise de hipertensão acometeu o presidente Lula, o que acendeu o sinal de alerta nas pessoas que têm vida sedentária. A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, desenvolveu uma pesquisa que comprovou a eficácia da caminhada na prevenção da doença.


A pesquisa da FMRP comprovou que a pressão arterial reduz na primeira hora, se mantendo baixa pelas 24 horas seguintes. Foram avaliados 1000 voluntários com idade entre 60 e 75 anos, a mesma faixa etária do presidente. Inicialmente 10% foram selecionados para amostragem. Eles foram submetidos a uma sessão intensa de 40 minutos de caminhada, seguida de um repouso também de 40 minutos.

Foi verificada uma redução significativa nos que tinham pressão arterial elevada e uma diminuição menor naqueles que com pressão normal. De acordo com os pesquisadores, o diferencial da pesquisa é ter analisado o impacto do exercício aeróbico na pista, com a caminhada, e não em uma esteira ou bicicleta ergométrica, como era realizado antes.

Após uma única sessão desse exercício aeróbico, em média, a pressão arterial sistólica, que é o valor mais alto e mede a força do sangue nas artérias, quando o coração se contrai para impulsionar o sangue através do corpo, caiu 14 milímetros de mercúrio (mm Hg) e a pressão arterial diastólica, número inferior que mede a pressão enquanto o coração relaxa para se abastecer de sangue, caiu 4 milímetros, ou seja, de 13 por 9, por exemplo, passou para 11 por 8. E, após 24 horas, essa pressão continuou reduzida em 3 milímetros na pressão sistólica e 2 milímetros na diastólica.

Os pesquisadores explicam que a prática contínua de exercícios pode levar à diminuição gradativa e até ao não uso de medicamentos para os hipertensos leves e, ainda ser um método coadjuvante no tratamento com medicamentos nos casos mais graves.



Hipertensão entre idosos

Segundo o médico geriatra Eduardo Ferrioli, professor da FMRP, que participou do estudo, a pressão arterial é uma das doenças de maior prevalência entre os idosos, chegando a quase 50% de alcance na faixa etária. Para ele, uma das causas do agravamento dos casos é o estresse diário. “Uma rotina mais tranquila e hábitos saudáveis, como diminuir a quantidade de sal e manter o peso, ajudam muito no controle e até para a cura da hipertensão", explica.


Jovens

A Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que, no Brasil, há 27 milhões de pessoas com mais de 18 anos e 2 milhões de crianças e adolescentes com hipertensão.

Foto: site UFJF.com

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